Não. João do Burro era mais convincente em sua teimosia do que
Davi na sua arrogância.
Longe de ser um líder, o acadêmico francês confunde
a CAEMA com o palácio de Versalhes e se imagina como um Luiz XIV a reinar absoluto em terras neo-equinociais, exonerando quem lhe contraria, perseguindo quem lhe enfrenta, acionando o exército estatal (leia-se tropa de choque) para defender seu reinado contra aqueles subversivos urbanitários, que lhes apontam a flecha em direção a seu peito, protegido por uma armadura político-indicativa.
Davi fracassou; seus atributos acadêmicos não
foram suficientes para lhes fazer compreender que ele deveria ser um LÍDER a
tirar a CAEMA da mesmice e não um CHEFE a culpar seus subalternos pelo fiasco
de sua gestão, como assim tem se mostrado.
Lançando mão do trocadilho irresistível, o irredutível
diretor mais parece a pedra usada pelo rei homônimo; isto para não lhe atribuir
característica fim e específica que a empresa sob seu comando oferece à sociedade.
A paralisação dos funcionários da CAEMA evidenciou
um desgaste já notório do seu diretor e caberá ao chefe do executivo perceber a
inviabilidade de Davi à frente de uma
empresa já tanto achincalhada pelo povo. Para esperança dos caemeiros e felicidade geral do STIUMA, Telles deveria imitar Deodoro quando de sua renúncia, porém, diferente da mentalidade do reizinho, o governo deveria agir com maturidade e dá fim às tresloucadas ações de um déspota que pensou que era um rei. SQN.

Muito bom, o texto. Traduz de maneira eloquente a situação.
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