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terça-feira, 28 de junho de 2016

UM DAVI QUE PENSA QUE É REI



O Diretor-presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Davi Telles, é uma invenção frustrada do Governo do Estado. O moço de formação no exterior não sabe lidar com o andar da carruagem da CAEMA. Mimado, Davi mais parece uma mistura de Deodoro da Fonseca com Zé do burro; o primeiro, autoritário e avesso a tudo que ia em desencontro com sua palavra; o segundo, de uma teimosia exacerbante que lhe comprometia a integridade. 

Não. João do Burro era mais convincente em sua teimosia do que Davi na sua arrogância.

  Longe de ser um líder, o acadêmico francês confunde a CAEMA com o palácio de Versalhes e se imagina como um Luiz XIV a reinar absoluto em terras neo-equinociais, exonerando quem lhe contraria, perseguindo quem lhe enfrenta, acionando o exército estatal (leia-se tropa de choque) para defender seu reinado contra aqueles subversivos urbanitários, que lhes apontam a flecha em direção a seu peito, protegido por uma armadura político-indicativa.

Davi fracassou; seus atributos acadêmicos não foram suficientes para lhes fazer compreender que ele deveria ser um LÍDER a tirar a CAEMA da mesmice e não um CHEFE a culpar seus subalternos pelo fiasco de sua gestão, como assim tem se mostrado.

Lançando mão do trocadilho irresistível, o irredutível diretor mais parece a pedra usada pelo rei homônimo; isto para não lhe atribuir característica fim e específica que a empresa sob seu comando oferece à sociedade.


A paralisação dos funcionários da CAEMA evidenciou um desgaste já notório do seu diretor e caberá ao chefe do executivo perceber a inviabilidade de Davi à frente de uma empresa já tanto achincalhada pelo povo. Para esperança dos caemeiros e felicidade geral do STIUMA, Telles deveria imitar Deodoro quando de sua renúncia, porém, diferente da mentalidade do reizinho, o governo deveria agir com maturidade e dá fim às tresloucadas ações de um déspota que pensou que era um rei. SQN.