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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O QUE SOBRA NA CAEMA

O que falta na CAEMA todo mundo com mais de dois neurônios e um mês de serviço já sabe. Porém, o que sobra, muitos sabem e fingem não saber e,
menos ainda, ousam mostrar.

Longe de ser uma empresa que valoriza as capacidades individuais dos seus colaboradores, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão vive sob as rédeas do fisiologismo político, servindo de cabide de empregos para aliados.

Essa relação clientelista afeta em cheio o desenvolvimento da gestão de qualquer empresa, principalmente uma que, quem manda, desempenha maior papel político do que de gestor.  A influência política na CAEMA mais atrapalha do que ajuda, fazendo dela uma extensão de domínios políticos de cabos eleitorais; quantos que nela estão que possuem capacidade e é negada a oportunidade em favor de indicações - os famosos “paraquedistas”-.

Nossa empresa parou no tempo, está estagnada em um passado distante.  Isso se deu justamente pela igual estagnação daqueles cujo tempo já passou, e isto porque nunca quiseram acompanhar as mudanças do NOVO. Essa situação barrou qualquer avanço que a CAEMA poderia ter, visto que a mesma adaptou-se, pasmem, ao VELHO.

Os caminhos que a tecnologia toma, os avanços que rapidamente tornam-se obsoletos, nos forçam a se adaptar às tendências, que se renovam em um espaço de tempo tão rápido, que deixam para trás aqueles que ignoram esse ciclo vicioso tecnológico.

Foi exatamente isso que os caemeiros “dinossauros” ignoram; esqueceram de acompanhar as transformações e inovações tecnológicas, porém, o que causa maior espanto é a empresa adaptar-se a esse atraso e não o inverso. Para confirmar isso, basta olhar a estrutura “tecnológica” da CAEMA e os que dela fazem uso ou deixam de fazer por ignorá-las.

Os serviços de campo são executados à base de gambiarras e improvisos; tantas tarefas que poderiam ser feitas em um espaço de tempo bem mais curto não fosse as ferramentas tão arcaicas; E o que dizer de escritórios que ainda utilizam máquina datilográfica? Só pode ser cinema poderia pensar um Neandertal, mas é fato.

Sobra na CAEMA gente; faltam cérebros, sobra paraquedistas, faltam pilotos. E dos poucos cérebros e pilotos que lá estão e que foram admitidos via concursos, o peso de suas idéias está aquém de um telefone político.
Quantos que lá estão exercendo cargos de confiança em um ambiente digitalizado, que não sabem o que significa Word, Excel, scanner, CPU e tantos outros conceitos básicos do mundo digital; e olha que estou deixando de lado tarefas como ligar um PC, imprimir, escanear, enviar/receber emails ou ainda montar um data show.

Sobram caemeiros assim, falta oportunidade aos que assim não o são.
Não se pode levara sério os gestores de uma empresa que chegou a esse vergonhoso nível. Parece haver interesses para que a CAEMA continue assim: “esculhambada”.



Se a decência fosse maior que influência e se a prudência fosse maior que a prepotência, a empresa estaria muito melhor. Mas a situação é tão apavorante, que já contagiou boa parte de seus funcionários, que naturalizaram as mazelas da CAEMA acreditando que ela sofre do mal de Gabriela: “eu nasci assim vou ser sempre assim”, a prova é que a maioria, ao ler ou ouvir isto, dirá: A CAEMA SERÁ SEMPRE ASSIM.

VIVA OS ANALFABETOS DIGITAIS DA CAEMA, MAS CUIDADO, SEU CHEFE PODE SER UM DELES.


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